Wednesday, November 11, 2009

34º aniversário da independência de Angola

Em memória de todos aqueles guerrilheiros e cidadãos anónimos, que lutaram pela independência do seu país, deixo aqui umas breves palavras.

A luta de libertação nacional foi árdua e gloriosa, cumprindo o seu objectivo primeiro: os angolanos decidirem o seu destino!

Aos guerrilheiros das F.A.L.A, F.A.P.L.A e E.L.N.A, que pela luta armada, conseguiram travar uma batalha contra o colonialismo português e permitiram aos políticos angolanos comandar os desígnios da pátria, vergo-me aos seus sacrifícios patrióticos.

Estes homens e mulheres neste aniversário da independência de Angola, deviam ser homenageados, dando-lhes uma vida digna, que muitos deles não têm, porque estão esquecidos num qualquer recanto do país.

O governo tem como obrigação garantir-lhes em pé de igualdade, sem descriminação partidária, um estatuto de vida condigna, que não se fique em actos solenes e esporádicos, mas dando-lhes condições de sobrevivência que merecem, por terem já um lugar na história recente de Angola.

Quando um político discursar, por ocasião de mais um aniversaria da independência, deve, pelo menos em pensamento, lembrar-se daqueles que lutaram pela pátria, como heróis da nação e não apenas de um partido.

 

A independência de Angola, ainda não cumpriu com os outros parâmetros políticos, como dar a todos os angolanos a oportunidade de usufruírem de um país rico, abundante em recursos, mas onde a maioria vive na miséria, perante a ofuscante riqueza de uma classe dirigente e empresarial e numa quase ausência da sua redistribuição.

Fica apenas a esperança, que no próximo aniversário da independência de Angola, os governantes tenham uma actuação mais solidária para com os governados, porque Angola é de todos e não apenas de alguns.

Carlos Lopes

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Sunday, October 18, 2009

O “PATRÃO” da UNITA mandou despedir o delegado em Portugal

O porta-voz da UNITA, Dr. Alcides Sakala foi despachado para Lisboa com a ingrata missão de nomear um novo delegado da UNITA, num Hotel, na presença de alguns militantes e responsáveis da juventude e das mulheres do partido. Contudo, o Presidente da UNITA «esqueceu-se» de demitir de funções o anterior Delegado da UNITA, o Dr. Isaac Wambembe.

Hoje, esse novo delegado convocou uma reunião de reflexão sobre Angola na capital portuguesa, que por falta de participantes acabou por ser adiada.

Palavras para quê? … os factos políticos falam por si!!!

A maioria dos militantes e simpatizantes da UNITA que residem em Portugal ignoraram completamente a nomeação do novo delegado. As coordenações do Norte e Sul de Portugal, da UNITA continuam solidárias com o Dr. Isaac Wambembe.

O Dr. Isaac Wambembe, médico de profissão e natural do Bailundo, sofreu as sanções da ONU contra a UNITA, como é do conhecimento geral, não abdicando dos seus valores políticos, culturais e sociais, apesar das vicissitudes que penalizaram a sua carreira profissional e a própria família.

Em 2003, Isaías Samakuva saía de Paris, passando por Lisboa e pelo norte de Portugal, onde tomou a decisão de se candidatar a Presidência da UNITA, com o apoio expresso da referenciada « missão externa da UNITA ».

Passados seis anos, a esperança renasce no seio da UNITA e em Portugal, com o posicionamento que o Dr. Isaac Wambembe irá tomar em prol do partido em particular e dos angolanos em geral. Mais uma vez, o território português e os amigos portugueses vão assistir os primeiros passos de um Homem, que está pronto a desafiar o seu próprio destino, para defender os « que não têm voz », para dialogar com lealdade, ética e transparência, com todos aqueles, que desejam para os angolanos uma vida digna e próspera.

O Dr. Isaac Wambembe, avança com toda a confiança!

Estamos juntos.

Carlos Lopes

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Sunday, August 30, 2009

A Democracia participativa em Angola

Os angolanos acreditam cada vez menos na política partidária e por isso, nos políticos que elegeram.

A razão dessa perda de credibilidade nos partidos, deve-se a falta de confiança que os cidadãos angolanos deixaram de ter nos mesmos.

Os partidos enquanto organizações políticas precisam de conquistar a confiança dos eleitores e têm que demonstrar, que trabalham para concretizar as promessas eleitorais que fizeram, ou seja, têm que prestar contas ao povo angolano.

Nas últimas décadas, os sucessivos governos em Angola falharam nos seus programas governativos e nunca ninguém foi responsabilizado por isso.

Perante esta situação, de falta de confiança na política partidária, a sociedade civil angolana deve-se mobilizar, demonstrando que os angolanos estão disponíveis para intervir politicamente, fazendo valer os seus interesses com os políticos que estão dispostos a viabilizar os seus anseios mais relevantes.

É bem vista, a consagração constitucional dos movimentos cívicos e das candidaturas independentes, para moralizar e responsabilizar a política em Angola.

Os actuais políticos angolanos têm que se envolver mais com a população, para que as suas decisões sejam as soluções mais adequadas aos imensos problemas que constatam na sociedade.

É necessário proporcionar aos cidadãos os meios, os instrumentos, as vias de comunicação com os órgãos de soberania. Desta forma, os políticos estão em contacto directo com os cidadãos e estes serão co-participantes nas decisões.

Na Assembleia Nacional, os Deputados estariam disponíveis a receber indicações e opiniões dos cidadãos em relação a matérias do seu interesse e que a legislação, entretanto produzida, iria resolver legalmente os problemas apresentados. Por exemplo, se o problema é regular as “ demolições de casas construídas anarquicamente pelos populares “ e se 90% das opiniões voluntariamente recepcionadas fossem contra as demolições, acautelando os direitos dos cidadãos em geral em relação aquelas, pois então, 90% dos Deputados iriam vincular-se e votariam de acordo com essa percentagem.

Assim, se faz a Democracia participativa, levando as decisões dos cidadãos angolanos até aos órgãos de soberania em Angola. Este é modelo político do futuro em Angola.

Com o modelo político da Democracia participativa Angolana, pretende-se incentivar, motivar a participação dos cidadãos na vida política, na legislação produzida, nas decisões políticas, sem ideologias pré-definidas, apenas com a preocupação de resolver de imediato os problemas mais graves da população: a habitação, a saúde, a educação, o emprego, o saneamento básico e a energia, e o desenvolvimento industrial e comercial do país.

Se os políticos e os partidos forem sensíveis a este modelo de democracia participativa, abram «uma porta» aos cidadãos, uma caixa de correio electrónico, um site ou blog, uma rede social na internet, uma caixa na portaria do órgão de soberania, para a recolha anónima das decisões dos cidadãos e vão ver, que a confiança política é reconquistada.

Por mim, já participo exercendo os meus direitos de cidadania, na Web e nos fóruns de discussão das rádios angolanas.

E você?!

Carlos Lopes

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Saturday, October 21, 2006

A economia Angolana cresce e a pobreza dos Angolanos também


 

Angola foi o país produtor de petróleo que mais cresceu em África, de acordo com o relatório  “ Perspectivas Económicas em África 2005-2006 “, elaborado pelo Centro de Desenvolvimento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico   da OCDE, em colaboração com o Banco Africano de Desenvolvimento ( BAD ), o Produto Interno Bruto ( PIB ) real em Angola deverá crescer 15,5% em 2005 e prevendo-se um crescimento de 26% este ano e de 20% para 2007.

 

Segundo a OCDE a exploração de petróleo representa mais de 50% do PIB e o sector da construção terá boas oportunidades de crescimento, enquanto o sector de serviços é incipiente.

 

Há observações quanto as deficiências de infraestruturas nas Províncias do interior, atrasos na desminagem e morosidade na reinstalação das populações deslocadas e dos antigos combatentes. Tem que haver melhorias na transparência e no planeamento do desenvolvimento a longo prazo, bem como nos ambientes de negócios.

 

A outra realidade é que 70% dos 14 Milhões de cidadãos Angolanos vivem na miséria ( com um máximo de 1,7 Dólar ( 1,3 EUROS ) por dia, num país que é o segundo maior produtor de petróleo de África, segundo um relatório financiado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento ( PNUD ). Para além das riquezas minerais o país beneficia de um solo fértil, bons níveis de pluviosidade, de floresta e de reservas de água suficientes. Este relatório recomenda ao Governo Angolano que “ rectifique as políticas económicas e orçamental, pratique a transparência e adopte políticas realistas, baseadas em cálculos concretos”, salientando que a evolução do país para os Objectivos do Milénio tem sido fraca, apesar do programa de luta contra a pobreza que visa diminuir a miséria em 34%, até 2015. Segundo o relatório, as probabilidades de o Governo atingir esse objectivo “ são extremamente diminutas “.

 

A actual crise alimentar apontada pelo PAM, que chegou a Angola em 1976, que teve de suspender  a distribuição de alimentos a 700 mil angolanos, entre eles 220 mil crianças, devido à falta de financiamento por parte dos países doadores. Para uma eventual retomada das operações seriam precisos 6.2 milhões de dólares para custear o transporte de mantimentos para as diversas zonas do país. Responsáveis do PAM em Luanda deram conta da existência de 17 mil toneladas de bens alimentares, mas não havia dinheiro para transporta-las até aos destinatários.

 Será que não haverá uma má vontade política por parte do Governo Angolano, em disponibilizar alguns milhões de USD, para socorrer 700 mil compatriotas que estão sob ameaça da fome?! Numa altura em que o projecto de Orçamento Geral do Estado ( OGE ) para 2007 foi apresentado na Cidade Alta numa sessão extraordinária orientada pelo Presidente da República, o sector social, com 28,1% da despesa do total, continua a beneficiar da maior proporção, enquanto o sector da defesa e ordem interna é contemplado com cerca de 12,7% e os gastos com a administração pública consomem 22,6 % da totalidade do orçamento por estarem neles incluídos as receitas referentes aos projectos de investimento que se destinarão aos outros sectores.O déficit projectado continua a ser baixo, cerca de 3% do Produto Interno Bruto. A meta de inflação continua a ser razoável para as condições económicas que temos: 10%, exactamente igual a que preconizamos para o ano em curso e tudo isto dentro de um contexto de crescimento económico que continuamos a considerar elevado.
Dois triliões e meio de kwanzas para o próximo OGE representa o dobro do orçamento de 2005.
 O cidadão perante estes dados macro-económicos, de crescimento da economia a custa da produção do petróleo e a duplicação dos valores orçamentados para 2007, vai acreditar, que agora é que Governo Angolano se disponibiliza a resolver os problemas gritantes do Povo?! Acredito que a resposta a estas e outras questões serão dadas pelo VOTO POPULAR no dia das eleições, que o Presidente da República tarda em marcar e que o Partido maioritário deseja que seja o mais tarde possível, perante uma oposição parlamentar « adormecida », que de legislatura em legislatura, vai usufruindo das mordomias dos « cargos » de um GURN caduco e de uma Assembleia Nacional que caiu em descrédito.

 

 Carlos Lopes

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