UNITA: 40 anos dedicados a democracia e adignidade dos Angolanos
A 13 de Março de 1966, nasceu um movimento político-militar liderado pelo Dr. Savimbi, que divulgava a Angola e ao Mundo, o projecto político do MUANGAI. Este projecto visava a conquista da independência de Angola, a implantação de um Estado Democrático e de Direito e a melhoria da vida dos Angolanos.
Angola já é independente a 30 anos, a democracia é um processo dinámico e pro-activo que implica um esforço do poder instituído em respeitar o multipartidarismo, a liberdade de expressão e a dignidade dos Angolanos, que só é possível, quando estes tiverem emprego, salário adequado as condições económicas e sociais do país, que o Estado tem o dever de melhorar, bem como, crias estruturas ao nível da saúde, educação e produção agrícola.
A Nação Angolana nestes 40 anos, aguarda com ansiedade que os políticos tenham programas a altura das melhorias enunciadas, nomeadamente o combate a pobreza e a miséria extrema, ao desemprego e as poucas perspectivas de verem a sua situação melhorada, a curto e a médio prazo.
Pelo que, nestes 40 aniversário da UNITA, a sua Direcção Política tem a obrigação perante os Angolanos e seus militantes em particular, de assegurar que os seus direitos sociais, económicos, culturais e políticos venham um dia a ser aplicados conforme está estipulado na Constituição e na legislação avulsa no país.
A UNITA enquanto maior partido da oposição tem a possibilidade nas próximas eleições de demonstrar aos Angolanos que tem um programa de governação que melhore visivelmente as suas vidas, afectando os lucros provenientes da exploração das nossas riquezas naturais, através de uma melhor distribuição da riqueza nacional por aqueles que mais precisam, sem deixar de apoiar os empreendedores e investidores na ampliação dos seus negócios, na criação de emprego e a profissionalização dos jovens, que não beneficiam das estruturas educativas e profissionalizantes, que o país pouco tem investido nessa área prioritária.
Que este 40º aniversário da UNITA, seja também um momento de reflexão dos seus dirigentes e militantes, sobre o que é hoje o partido e para onde querem ir, quando o principal objectivo é alcançar o poder pela via eleitoral, de forma a reformar tudo aquilo que está mal, com o sentido das condições de vida dos Angolanos serem crescentemente melhoradas, terminando dessa formas com as falsas promessas daqueles que até hoje pouco têm feito nesse sentido.
Carlos Lopes

Vivemos, de facto, uma Democracia nos partidos políticos e concomitantemente no país ou uma Dedocracia?
Como são escolhidos os líderes dos partidos políticos angolanos. Processo confusos que retiram à partida aqueles que têm vontade de fazer mas que não são indicados pelo dedo das eleites ou dos que mantêm a forma autocrática de liderança.
Já se pensou no exemplo que os portugueses darão dentro de meses? Escolha de líder partidário por voto secreto de "todos os militantes"? Não seria bom que os "nossos" partidos fizessem o mesmo nos próximos congresos?
E o país, as quantas anda? Uma ...ocracia!
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