SAVIMBI : quatro anos após a sua morte
Em 22 de Fevereiro de 2002 os dirigentes, militantes, simpatizantes da UNITA, os Angolanos e o Mundo em geral, eram informados da morte do Líder Carismático da UNITA, nas matas do leste de Angola.
O « mais velho », " o muata da paz " tinha sucumbido as balas daqueles que o perseguiam a meses.
O contributo que deu a Nação Angolana, com o fim da « república do partido único » em Angola, aos primórdios da democracia e do Estado de Direito, ficará para ser analisado, estudado pelos historiadores e o seu lugar na história recente da Angola Independente, porventura não será esquecido.
Passaram-se quatro anos após a sua morte e tal como o Presidente Agostinho Neto pretendia que o Estado Angolano proporciona-se uma vida digna para os seus cidadãos; o Dr. Jonas Malheiro Savimbi, lutou com seus meios para que tal viesse um dia acontecer.
Hoje, sabemos que a vida da maioria da população não é fácil e cada vez é mais difícil!
Os Angolanos acreditam que com as eleições, venha também a melhoria das suas vidas, com novos programas políticos, renovação de dirigentes e políticos, que façam de Angola um país virado para o desenvolvimento, para a consolidação da paz, da reconciliação nacional e a reconstrução seja um processo em que todos se vão empenhando de acordo com as suas possibilidades.
A UNITA em particular, que não se esqueça do projecto de MUANGAI, adpatado aos novos tempos que vivemos; que seja um partido, que valorize o homem, que pugne pela coesão dos seus quadros, tendo em consideração a livre expressão e que dote de meios materiais aqueles militantes que são chamados a exercer em sua representação, cargos e funções, no âmbito dos Acordos de Paz de Lusaka e Luena.
O Dr. Savimbi deixou um legado político que deve ser aproveitado pela actual direcção, que não deve ficar a espera da « datas » das eleições ,para orientar a sua estratégia partidária, que visa a conquista do poder pela via do voto popular.
Ainda existem muitos Angolanos que acreditam que a UNITA venha a desempenhar um papel no futuro, mas também estão a espera com muita atenção, que os seus dirigentes manifestem as suas ideias no quadro do programa político-eleitoral do partido.
Que o sacrifício da morte do Dr. Savimbi, sirva para que os Angolanos não tenham apenas um « calar das armas », mas uma esperança renovada que a curto prazo, possam ver uma luz ao fundo do tunel, que são as eleições, para que a mudança seja um facto com o intuito de alcançarem os seus objectivos elementares de uma vida digna em Angola : alimentação, habitação, saúde, educação, emprego para que as gerações que venham a seguir tenham um país diferente da realidade actual
Carlos Lopes
