Alcides Sakala lança em Lisboa o seu Livro Memórias de um Guerrilheiro
Segundo o Embaixador e Deputado da UNITA Alcides Sakala, este diário retrata o seu quotidiano, enquanto guerrilheiro, político e diplomata. Escreve-o num dos períodos mais difíceis da História de Angola, entre os anos de 1998 a 2002, numa fase que considera como a mais importante da sua vida, relativamente à consolidação das suas convicções políticas e ideológicas. Essas reflexões são produto da experiência que viveu ao longo de muitos anos de luta política, armada e diplomática, por um ideal em que sempre acreditou: a implantação em Angola de um Estado de Direito Democrático multipartidário.
O Embaixador Alcides Sakala, nasceu no Bailundo, na Missão Evangélica do Chilume a 23 de Dezembro de 1953. Fez os estudos primários no Bailundo e os estudos liceais na cidade de Nova Lisboa, hoje Huambo. Nesta cidade ingressou na UNITA, em DEzembro de 1974, tendo dois anos mais tarde integrado a coluna do falecido Jonas Savimbi.
Em 1979 passou pela Jamba aquando da sua fundação, onde viria a desempenhar actividades várias até 1980, ano em que seria indigitado pela Direcção da UNITA representante do Partido nos Estados Unidos da América. Foi nesse país que começou a sua carreira diplomática como adjunto de Jeremias Chitunda, tendo mais tarde representado a UNITA na República Federal Alemã, Portugal, Bélgica e junto da Comunidade Europeia.
Em 1995, por ocasião do 8.º Congresso da UNITA, foi nomeado Secretário dos Negócios Estrangeiros dessa organização política e em 2002, após a realização do 9.º Congresso, nomeado Secretário para a Função Pública.
Actualmente, é Deputado à Assembleia Nacional de Angola e Presidente do Grupo Parlamentar da UNITA.
O jogo que realizou-se no Estádio do Dragão e marcou o regresso de Postiga aos golos.
Num final de tarde ventoso, no dia 22 de Setembro de 2006, em que assistiram 31.423 espectadores, com o árbitro de Leiria Sr. Olegário Benquerença e os assistentes Sr. Paulo Januário e Sr. João Santos, ao intervalo estava O-O.
Os golos foram marcados por Hélder Postiga aos 54m ( no vídeo ), Lisandro aos 73m marcou o segundo e Tarik aos 90 encerrou a goleada com a marcação do terceiro golo.
Jogaram pelo F.C. Porto os seguintes jogadores : Helton, Bosingwa, Pepe, Bruno Alves, Marek Cech, Lucho, Paulo Assunção, Jorginho, ( Anderson ), Quaresma, Adriano, ( Lisandro ), Hélder Postiga e ( Tarik ) e o treinador : Jesualdo Ferreira. O Beira Mar alinhou com: Danrlei, Jorge Vidigal, Jorge Silva, Alcaraz, Tininho, Emerson, ( Marco ), Diakité, Rui Lima, Ratinho, ( André Leão ), Wegno, Jardel e ( Jorge Leitão ), o treinador: Augusto Inácio.
O jogador Jardel quando foi substituído na segunda parte, recebeu uma grande ovação dos adeptos do Porto. O Hélder Postiga que teve mais de um ano sem marcar golos, regressou finalmente aos golos, em vésperas do jogo com o ARSENAL.
O vitorioso F.C. Porto continua a frente do Campeonato de futebol Português em 4 jogos com 4 vitórias e 12 pontos, com 10 golos marcados e 1 sofrido, seguido do Paços de Ferreira, Naval e com o Sporting em 4ª lugar e um modesto 11ª para o Benfica de Mantorras.
O Desarmamento da população civil em Angola devia ser uma, das muitas prioridades da Governação Angolana
A proliferação de armas ligeiras ilegais em Angola cria a instabilidade política e é obstáculo à paz, ao desenvolvimento económico e aos esforços para reconstruir o país.
O Governo Angolano está ciente das suas responsabilidades porque assinou a declaração de Bamako, a declaração da organização de Unidade Africana sobre tráfico de armas ligeiras e o programa de acção da ONU. Assim, as autoridades angolanas têm cumprir com os compromissos já assumidos a nível regional e internacional.
A SaferAfrica, uma organização não governamental baseada em Pretoria, Africa do Sul, parceira da SADC, opinou que em Angola é necessário um plano nacional de desarmamento da População Civil de modo não violento. Segundo esta organização a problemática da compensação monetária ( trocando armas por dinheiro ) não é aconselhável porque dá origem a um « mercado paralelo », com populares a entregar armas e a vende-las, fazendo comércio. A melhor solução seria como em Moçambique,
onde as armas foram trocadas por ferramentas e utensílios de trabalho como bicicletas, tractores, ceifeiras debulhadoras, enxadas, foices.
Os civis que possuam armas têm que ter consciência que é perigoso para as suas famílias e isso passa pela promoção da educação cívica, por parte das ONG’s, Igreja, Associações e o Governo. A capacitação de técnicos que venham a lidar com as armas apreendidas, a legislação específica e acções repressivas são necessárias, num processo que levará anos a concretizar, mas que tem de começar desde já a ser implementado.
A associação Angola 2000, defende a criação de um comité nacional para o desarmamento, que poderia ser composto pelo Governo que deve liderar o processo e outras organizações da Sociedade civil. Esta associação pensa que deve-se criar as condições para melhor gerirmos a proliferação e a posse das armas, o seu uso e abuso.
Os acordos de paz em Angola, embora o Memorando de Luena não seja um novo acordo de paz mas um retomar do Protocolo de Lusaka (que, por sua vez, tinha por base os Acordos de Bicesse), o processo de desarmamento em 2002-03 difere significativamente tanto de Bicesse como de Lusaka. Enquanto que Lusaka apelava a uma participação acrescida da ONU, em Luena, o governo angolano deixou clara a sua determinação de conduzir sozinho o processo de desarmamento. Chamou a si integralmente a responsabilidade pela administração e financiamento do processo de desarmamento. Não incluía cláusulas de verificação e monitorização por terceiros, como nos Protocolo de Lusaka e, nomeadamente, não previa a presença da ONU ou de outras organizações mundiais. Criou-se uma nova organização, a Comissão Militar Conjunta (CMC), para supervisionar a implementação da Luena, dirigida pelo governo e composta por militares representando o governo e a UNITA, sendo permitida a presença de observadores militares da ONU e da Troika. Somente em Agosto de 2002, depois de completada a desmobilização formal, o Conselho de Segurança autorizou uma nova missão da ONU. Embora se tenha criado subsequentemente (ou restabelecido) uma Comissão Conjunta, compreendendo representantes do governo, UNITA, ONU e da Troika, para fiscalizar a implementação de questões pendentes do Protocolo de Lusaka, o governo angolano insistiu que este processo fosse encerrado o mais brevemente possível. A Comissão foi dissolvida em Outubro de
2002, a despeito de algumas queixas da UNITA de que o trabalho ficara incompleto e de anseios de que este facto reduzisse os incentivos do governo para garantir a correcta implementação do processo.
Um outro problema que temos em Angola e é uma consequência do conflito armado foi a formação de milícias armadas conhecidas como Defesa Civil em quase todas as áreas controladas pelo governo. A participação era virtualmente compulsória para jovens e pessoas de meia idade do sexo masculino e a recusa em participar seria interpretada como falta de apoio ao governo, senão mesmo como sinal de simpatia inequívoca pela UNITA. Não é claro qual será seu papel em tempo de paz. Todos anos o OGE consome uma verba avultada para actividades ligadas a defesa civil, que passa pelo seu desmantelamento e compensação aos seus membros, sem que se perceba muito bem, o que na verdade possa a estar a ser feito.
Segundo o Protocolo de Lusaka, o governo era responsável pelo desarmamento dos civis que armara em 92, altura em que se distribuíram, só em Luanda, milhares de metralhadoras AK-47. Os números de armas entregues à polícia até a data são pouco significativas !
Uma campanha anti-banditismo em Angola só será eficaz com o desarmamento compulsivo da população civil. A criminalidade crescente em algumas Províncias e na Capital , tem haver com acesso fácil dos criminosos as armas, que são ilicitamente adquiridas.
As eleições gerais no país só se podem realizar num clima de paz e tranquilidade que passa também necessariamente pelo desarmamento da população civil. A implementação de um plano nacional de desarmamento terá que ter apoio de fundos vindos de instituições internacionais e com a experiência de alguns programas implantados com sucesso em outros países.
A comunidade internacional pode apoiar financeiramente este plano nacional bem como a sociedade civil de « mãos-dadas » com as entidades governamentais, que têm este problema na sua tutela.
Recentemente o Gabinete de Remoção e Destruição de Armas do Departamento de Estado Americano, numa reportagem fotográfica sobre a destruição de armas em Angola, que visa eliminar o excedente de mais de 2 milhões de armas ligeiras acumuladas durante cerca de 30 anos de guerra civil evocava um objectivo converter 1.577 armas ligeiras em sucata de metal. Dava-se o exemplo da Província do Huambo em que o Departamento de Estado concedeu uma subvenção no valor de $447,000 a HALO Trust, uma organização não governamental britânica que é especialista na remoção de armamento e que trabalhou com as autoridades angolanas para reunir, registar e finalmente destruir as armas, usando uma enorme fragmentadora de metal, convertendo-as em sucata de metal que pode ser utilizada para fins pacíficos. Outros países como a Holanda e o Reino Unido estão a realizar projectos idênticos em Angola. O desarmamento da população civil em Angola é uma prioridade que exige a participação de todos e uma obrigação especial da Governação Angolana. Carlos Lopes
CAN2010 é teste a governação angolana na área do desporto
O CAN 2010 vai possibilitar ao Governo Angolano de testar a sua capacidade de concretizar uma série de obras de carácter desportivo e de infras-estruturas de apoio.
Num país onde uma obra estrutural fica sempre em milhões de USD e que leva « anos » a concluir no âmbito de fiscalizações, algumas duvidosas, este projecto do CAN 2010 vai obrigar a um esforço suplementar por parte dos recursos humanos que vão trabalhar no mesmo e a sua gestão de financeira terá de ser eficiente e transparente. A construção de quatro estádios de futebol, nas províncias de Luanda, Benguela, Huíla e Cabinda, unidades hoteleiras, centros de estágios, melhoramento das infra-estruturas no sector das telecomunicações, bem como os serviços de transporte, principalmente a circulação rodoviária poderá custar 140 Milhões de USD. Fala-se nos benefícios que os empresários nacionais vão ter, no número de empregos que vai gerar e na projecção do país no meio desportivo estrangeiro e em particular em África.
Os jogos vão realizar-se entre 20 de Janeiro e 10 de Fevereiro.
Angola é o 16º país a realizar o Campeonato Africano das Nações, em futebol, com o Ghana em 2008 e o Egipto foi em 2006. Talvez não fosse má ideia ir observar o que se está a passar no Ghana e o que foi o CAN no Egipto, para retirar as devidas ilações. Já que a « diplomacia desportiva angolana » conquistou a organização do CAN 2010, “ convencendo África que Angola reúne condições para acolher a festa do futebol africano dentro de quatro anos” – segundo Justino Fernandes, o Presidente da Federação Angolana de Futebol (FAF).
Curiosamente Angola ganhou a candidatura para realizar, em 2007, o campeonato africano de basquetebol, modalidade esta que conseguiu o nono lugar no mundial realizado no Japão e pouco se sabe dos milhões de USD que esta iniciativa vai consumir do erário público.
Na minha modesta opinião, estas iniciativas desportivas são bem vindas e por certo, terão apoio generalizado dos Angolanos. Mas não passo um « cheque em branco » a este governo porque ele está comprometido com a Nação Angolana em realizar eleições gerais em Angola em 2007, caso contrário não avançaria com o registo eleitoral este ano. Também tem um compromisso permanente de facultar aos Angolanos uma melhoria das suas condições de vida e que não passam por iniciativas de carácter desportivo.
Na pirâmide das necessidades humanas no campo da sobrevivência, as culturais e desportivas não são prioridade. É evidente, que se vai gerar investimento privado na hotelaria, turismo e actividades colaterais, ficaremos com estruturas construídas para o efeito, que serão aproveitadas pelas comunidades locais.
O emprego vai aumentar, mas após terminar o CAN irá cair, porque os « turistas » retiram-se e ficam a maioria dos Angolanos, que tem rendimento baixo para sustentar a rentabilidade gerada durante o CAN.Ninguém fala na projecção de rentabilidade que o CAN trará, que seria interessante conhecer ( espreitem o que aconteceu no Egipto e acompanhem o que se passa no Ghana ) para que os investidores nacionais e estrangeiros comecem a fazer contas e para que o Povo perceba, que o CAN é custo, benefício e uma oportunidade dos Angolanos usufruírem no futuro da « obra feita ».
Tenho dúvidas que a comissão a ser criada para acompanhar a concretização do CAN, em três anos e meio, ponha em acção um mecanismo eficaz de fiscalização e gestão controlada das obras a serem efectuadas, a não ser, que se mude substancialmente a metodologia de selecção e adjudicação das entidades que irão colaborar nesse sentido.
Basta observar uma série de obras estruturais no país para achar-se que isto é matéria de reflexão, desde os desvios constantes nos valores orçamentados inicialmente ao prazo de conclusão.
Uma coisa é certa, é que este Governo e o próximo que vier em resultado das eleições, não vão ter muito trabalho em conceber um programa eleitoral, já que está a vista de todos, a multiplicidade de projectos na área da habitação, agricultura, educação, saúde, pólos industriais etc,… que tudo somado, são BILIÕES de USD !!!
O que vale é que a Banca Chinesa não fica muito longe, mas também, já estamos a ficar com os olhos em « bico », a ver a dívida externa a crescer a « olhos vistos ».