As eleições e os negócios em Angola
- Janeiro 10th, 2012
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Em 2012, Angola terá eleições gerais, elegendo Deputados e o Presidente da República. É um ano em que os angolanos vão aproveitar para reivindicar melhores condições de vida, ao nível da saúde, educação, habitação, emprego, água potável e saneamento básico, junto ao executivo que é liderado pelo Presidente do MPLA, partido que pretende continuar no poder nos próximos anos.
O MPLA que é detentor do poder político desde a independência de Angola, não terá grandes facilidades para convencer um eleitorado, cansado de tanta incapacidade governativa na satisfação das suas necessidades mais elementares, no combate a pobreza e a corrupção, no desenvolvimento sustentável do país e na consolidação da democracia, que devia passar por uma política de reconciliação nacional, mais empenhada e menos partidarizada pelo maioritário. Mas mesmo assim, será o vencedor das eleições gerais no país, não por mérito próprio, mas por desmérito de uma oposição desarticulada politicamente e sem metodologia processual na campanha eleitoral.
A UNITA como principal força política de oposição em Angola, continua a ter uma liderança fragilizada por derrotas anteriores, sem renovação da sua classe dirigente e por uma notória incapacidade de engajar o eleitorado para a tão desejada mudança do poder no país.
Os outros partidos políticos, continuarão a ter uma dimensão pequena, encurralados no seu regionalismo ou na sua intelectualidade reconhecida, mas não suficiente para crescer eleitoralmente.
Neste quadro, a economia, o investimento e os negócios em Angola têm um ambiente social e político, que merece uma maior atenção dos seus protagonistas, principalmente daqueles que pretendem iniciar um empreendimento, quer nacional quer estrangeiro no mercado angolano. Devem tomar precauções em relação a potenciais parceiros que os aliciam com influências, que poderão cair com um novo Executivo pós-eleitoral, seja qual for a sua proveniência.
Aguardar pelo novo xadrez político resultante das Eleições Gerais, é a melhor atitude para quem quer investir as suas poupanças em Angola.
Em relação aos angolanos, têm mais uma oportunidade para acreditarem que é possível mudar os atores da cena política do país, apostando em políticos credíveis, em programas eleitorais com soluções práticas e objectivas na resolução dos inúmeros problemas que os cidadãos têm, nesta Angola potencialmente rica, mas que não descola de uma pobreza confrangedora.
Carlos Lopes








