A pré-campanha eleitoral em Angola
- Maio 13th, 2012
- Publicado porCarlos Lopes
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A cem dias da marcação das eleições em Angola, o partido da situação e os diversos partidos da oposição já estão em pré-campanha eleitoral.
O eleitorado vai acompanhando com crescente interesse, as medidas apelativas do Executivo chefiado pelo candidato do MPLA, numa tentativa desesperada de «lavar a cara» em relação as falsas promessas nas eleições de 2008, mais conhecidas pelo “MILHÃO”,… um milhão de casas, de empregos, etc, etc, etc.
Mas e a oposição Angolana, como é que anda?!
- Eis a questão mais relevante para análise.
Todos nós sabemos, que os partidos vão para a campanha eleitoral em posição desigual. Um, por ser quem manda (ainda…) no Executivo, tem tudo e mais alguma coisa, para partir numa posição dominante até a DERROTA final.
Outro, por ser (ainda…) o maior partido da oposição, tanto fala «grosso» numa tentativa de chamar atenção do eleitorado, que por razões históricas cabe-lhe a posição de alternância ( e não de mudança ), como faz parceria de exploração de diamantes com a estatal ENDIAMA E.P., e passeatas coloridas e bem comportadas, num pleno exercício constitucional, mas sem nada de substancial a transmitir ao eleitorado. Em contraponto vai tendo um Deputado ex-general, que vai inflamando os seus militantes e simpatizantes, nos seus comícios, um pouco a prepará-los para uma anunciada DERROTA, apregoada pelo maioritário.
Estes são os dois históricos partidos ex-beligerantes, a quem o eleitorado vira as costas e olha para os outros partidos da oposição com esperança.
A “corrida eleitoral” da oposição Angolana, exige um conjunto de caraterísticas que venham a elucidar o eleitorado, com simplicidade, transparência e objetividade, sobre a premente necessidade de MUDANÇA no País!
A maioria dos eleitores, são humildes, jovens e mulheres, que se sacrificam diariamente por uma vida digna, para sobreviverem e dar uma vida melhor aos seus familiares e sentem na pele, os entraves que o poder instituído lhes coloca, que os engana com as suas explicações esfarrapadas, por não terem água potável, saneamento público, eletricidade, uma CASA, um serviço de saúde eficiente, escolas para todos, formação e qualificação profissional, emprego,… enfim, tudo aquilo a que tem direito, mas que o Executivo não cumpre.
A mensagem eleitoral tem que ser transparente, indicando as soluções para os problemas prementes do povo, sem grandes números aleatórios e enganadores, sem colorir demasiado a triste realidade atual da vivência da maioria dos Angolanos, mas dando a oportunidade de acreditarem que chegou a sua HORA de viverem com dignidade numa Angola, que é sua. Para isso, o eleitorado têm de votar, num grupo amplo de pessoas que dando as mãos, vão convergir num único objetivo comum: UNIDOS VAMOS DERROTAR O MESMO ADVERSÁRIO, o MPLA e o seu Presidente!
É neste espaço político, que surge uma Coligação Eleitoral, a CASA-CE, de « portas escancaradas » para receber o Povo Angolano que acredita na MUDANÇA, independentemente das suas ideologias, religião, grupo étnico, raça ou outra diferença social, económica, cultural e política.
Mas o caminho é difícil e requer competência, astúcia, franqueza, organização interna e de massas, uso de todos os meios tecnológicos para passar a mensagem e controlar os resultados, pro-atividade e auscultação das necessidades do eleitorado, formação dos seus agentes eleitorais e prevenir-se contra os obstáculos oportunistas de cariz eleitoral.
Desta forma, a CASA-CE, através dos seus órgãos internos, dirigentes, militantes, simpatizantes e amigos, trabalham afincadamente para que o VOTO ÚTIL, seja o meio para a MUDANÇA em Angola, e o Povo Angolano usufrua na sua plenitude das riquezas do seu país, que ao longo das últimas décadas estiveram «cativas» pela nomenklatura.
Chegou a nossa HORA!









